Quiz Santos Dumont

14 Bis

“mais pesado que o ar”

Mas uma pergunta ainda intrigava os aeronautas, no início do século passado: seria possível voar, de fato, com um aparelho mais pesado que o ar?

Na verdade, muitos inventores estavam trabalhando neste sentido. Na década de 1890, o francés Clément Ader havia tentado uma demonstração perante alguns oficiais do exército francês, sem sucesso. Na mesma época, o alemão Otto Lilienthal, que já havia conseguido  voar com planadores, tentou uma versão com motor – mas abandonou a ideia, bem antes de morrer, em um acidente. E em 1903, os irmãos norte-americanos Orville e Wilbur Wright anunciaram, por telegrama, que tinham conseguido voar com seu “Flyer”. Contudo, o invento dos Wright não satisfazia plenamente as condições do vôo controlado, porque dependia das condições do vento e de uma catapulta para ser colocado no ar. Além disso, o alegado voo não havia sido testemunhado por ninguém que pudesse atestá-lo. 

Assim, em 1905, foi criada a Federação Aeronáutica Internacional (FAI), para estabelecer os critérios internacionalmente aceitos que decidissem se o voo dos chamados “mais pesados que o ar” eram realmente possíveis. Dentre eles, os mais importantes eram que o avião fosse capaz de subir por seus próprios meios, levando suas próprias fontes de energia; voar em linha reta levando um homem a bordo e voltar depois ao ponto de partida, com segurança e por seus próprios meios.  Além disso, os voos deveriam ser realizados na presença de um organismo oficial, habilitado para homologá-los.

Apesar de seu sucesso com os dirigíveis, Santos Dumont reconhecia que o futuro estava nos aeroplanos. Por isso,  muda o rumo de suas pesquisas e começa a trabalhar nesta direção. Em 1906, conclui seus estudos com o 14 Bis: um protótipo que ganhou este nome porque, inicialmente, Santos Dumont pensou em ajudar sua decolagem acoplando-o ao seu dirigível nº14, de modo a apoiar a subida pela força ascensional do balão. Após vários ajustes no motor e nos mecanismos, no dia 12 de novembro de 1906, Santos Dumont apresenta-se diante da multidão e dos membros do Aeroclube da França no campo de Bagatele, no Bois de Bologne, em Paris. Alça voo com o 14 Bis e percorre 220 metros, mantendo-se no ar por 21 segundos, numa velocidade média de 37,4 km por hora. A multidão vai ao delírio. Pela primeira vez, um aparelho mais pesado que o ar realiza um voo completo, decolando, voando e pousando, sem nenhum auxílio externo!  Santos Dumont é carregado, em triunfo, enquanto a assistência aplaude, freneticamente. Nos dias seguintes, todos os jornais do mundo proclamam: o brasileiro Santos Dumont é o “Lorde do Ar”.

 

 


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