As origens e família de Santos Dumont

O primeiro voo do balão

“Foi nos fins de 1897 que eu levantei voo pela primeira vez em um balcão esférico, como passageiro do Sr. Machuron… Ele havia ido para lá para inflar o balão de Andrée e deixou o impetuoso sueco pronto para a partida, com seus dois companheiros de desastre.”

Os “companheiros de desastre” a que Santos-Dumont se referiria em suas memórias eram Salomon-Auguste Andrée, Nils Strindberg e Knud Fraenkel, que naquele ano pretendiam tentar uma façanha inédita a bordo de seu balão Öern (Água): alcançar o Polo Norte, saindo de Spitzberg, na Noruega. No entanto, desapareceram, e apenas em 1930 soube-se que haviam chegado a pousar com sucesso: para morrer em seguida, intoxicados com a carne de um urso que caçaram, para comer.

Mas, em 1897, ainda não se sabia nada sobre a viagem malograda - e Santos Dumont, que soubera do projeto ainda em sua visita ao Brasil, se propôs a procurar os construtores do aparelho, Henri Lachambre e Alexis Machuron, assim que voltasse a Paris. Embora registre a data como final de 1897, na verdade foi em 23 de março de 1898 que ele levantou voo pela primeira vez do Parque de Aerostação de Vaugirard, em Paris, após pagar 400 francos pela viagem e observar atentamente o enchimento do invólucro. A experiência marcou-o definitivamente. Sobre este fascínio, ele escreveu: “Eu nunca esquecerei do genuíno prazer de minha primeira ascensão em um balão”.

Os construtores deste primeiro balão ensinaram a Santos Dumont seus mecanismos de controle. Dali por diante, ele se fixaria como aeronauta e começaria a fazer suas próprias experiências, primeiro, controlando e, mais tarde, dirigindo seus próprios balões.

 



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